letra que fiz em outubro passado e que, salvo engano, juliano já fez música. mas é que agora me pareceu ter mais sentido do que meses atrás...
trago um aviso
o paraíso
é longe, longe
daqui
de onde eu piso
passo impreciso
rouco ruído
medo de atravessar
a rua
a nuvem fumaça dispersa
que vem da janela
da sala de espera
da vida que era
e agora não há
perco o juízo
o tempo indeciso
não sabe
se há tempo
se é tempo perdido
enfim retornar
desde o princípio
eis o meu vício
findar com o início
do fim começar
e repito
o rito da água da chuva
que corre e descobre
segredos do chão
deleite ou senão
razão de acordar
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1 comentários:
bem lembrado doidão!!
vou jogar no repertório da ínsula!
abraço! juliano.
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